Cirurgia Ortognática
Reoperação de cirurgia ortognática: quando é necessário operar novamente?
A reoperação de cirurgia ortognática pode ser considerada quando um paciente que já passou por uma ou mais cirurgias apresenta alterações funcionais, assimetrias, mudanças na mordida, recidivas ou insatisfação com aspectos do resultado.
Mas operar novamente não significa simplesmente repetir uma cirurgia anterior. Cada procedimento modifica a anatomia e deixa um histórico que precisa ser cuidadosamente compreendido antes de qualquer nova intervenção.
Por que uma reoperação exige um planejamento detalhado?
Em pacientes que já passaram por uma cirurgia ortognática, podem existir alterações anatômicas, tecido cicatricial, placas e parafusos, além de mudanças na posição dos ossos e tecidos da face.
Por isso, o planejamento da reoperação deve começar com uma avaliação completa do histórico do paciente.
Exames de imagem, tomografias, avaliação da mordida, posição dos maxilares, simetria facial, articulações temporomandibulares e materiais utilizados anteriormente podem fazer parte dessa investigação.
O planejamento virtual também pode auxiliar o cirurgião bucomaxilofacial a estudar a anatomia atual e as possibilidades de uma nova cirurgia.
Nem toda insatisfação significa que é preciso operar novamente
Antes de indicar uma nova cirurgia, é fundamental entender exatamente o que incomoda o paciente e identificar a origem dessa alteração.
Em alguns casos, pode existir indicação cirúrgica. Em outros, um tratamento diferente pode ser mais adequado. E existem situações em que uma nova cirurgia não é recomendada.
Por isso, uma reoperação deve começar pelo diagnóstico, e não pela decisão de operar.
O cuidado emocional também faz parte do tratamento
Quem procura uma reoperação pode carregar medo, insegurança, frustração ou expectativas relacionadas às experiências anteriores.
Por isso, além dos exames e do planejamento, é importante compreender como esse paciente chega emocionalmente para uma nova cirurgia.
Acolher não significa prometer que tudo poderá ser modificado. Significa ouvir, compreender as expectativas e conversar com transparência sobre aquilo que é possível alcançar e também sobre as limitações do tratamento.
Quando necessário, o acompanhamento psicológico pode fazer parte desse processo.
É possível fazer cirurgia ortognática novamente?
Sim, dependendo das condições e da indicação de cada caso. E não necessariamente estamos falando de uma segunda cirurgia. Existem pacientes que já passaram por duas, três ou mais intervenções.
O mais importante não é simplesmente quantas cirurgias já foram realizadas, mas entender o que foi feito, como está a anatomia atualmente e o que pode ser realizado com segurança.
Na Dib Ortognática, em São Paulo, pacientes que já realizaram cirurgia ortognática são avaliados individualmente, considerando aspectos funcionais, estéticos, anatômicos e emocionais.
Quando se trata de uma reoperação de cirurgia ortognática, o cuidado começa muito antes de operar novamente: começa com escuta, diagnóstico, planejamento e expectativas realistas.